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ESPECTÁCULOS

> HAPPY DAYS | Teatro Meridional

10 de Outubro | 21h30

Esta é a história de Winnie, a patética, aquela que, enterrada no solo, daí comanda o seu mundo de objetos e ilusões e neles integra o seu amor perdido, o seu amor nunca ganho. Winnie, a que está ali, ilusoriamente resistindo à passagem do tempo. Samuel Beckett opera a desconstrução da coerência das personagens - e seria mais apropriado falar da personagem - até ao extremo de uma grotesca imagem explosivamente reveladora da realidade. A linguagem, sucessão de encadeamentos, de fragmentos e repetições, vai progressivamente apurando uma musicalidade rítmica, indutora de uma elementaridade fértil, simples, mas muito longe de ser simplista.

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Texto SAMUEL BECKETT tradução JOÃO PAULO ESTEVES DA SILVA encenação MIGUEL SEABRA interpretação EMANUEL ARADA e MÓNICA GARNEL espaço cénico e figurinos HUGO F. MATOS desenho de luz MIGUEL SEABRA assistência de encenação TELMA MEIRA fotografia SUSANA MONTEIRO, TELMA MEIRA e ANA LOPES GOMES direção de cena, assistência de cenografia e montagem MARCO FONSECA operação técnica e montagem ANDRÉ REIS limpeza CLAUDIONOR SILVA, ELISABETE RODRIGUES e PAULA CAPELO assistência de produção e comunicação CATARINA PEREIRA design gráfico TERESA SERRA NUNES comunicação THALITA ARAÚJO produção executiva BRIGITE OLEIRO direção de produção SUSANA MONTEIRO direção artística do Teatro Meridional MIGUEL SEABRA e NATÁLIA LUIZA produção TEATRO MERIDIONAL (2026)

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M/12

Duração 105'

> O TAMANHO DAS COISAS | Terra Amarela

13 de Outubro | 21h30

com interpretação em Língua Gestual Portuguesa

A determinado momento numa geografia desconhecida e sem qualquer razão aparente, um homem interrompe o seu caminho parando em pleno oceano. Da comparação entre o seu corpo e a escala avassaladora do que o rodeia levanta a questão: será que devo continuar? Até onde vai a utopia de que os heróis resistem infinitamente ao próprio cansaço? Vamos então analisar em conjunto: poderão todas as coisas medir a sua importância pela sua escala de tamanho? Será que nos vemos como gigantes?

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Texto ALEX CASSAL direção artística MARCO PAIVA interpretação PAULO AZEVEDO cenografia MARCO PAIVA e NUNO SAMORA desenho de luz NUNO SAMORA assistente de encenação BARBARA POLLASTRI vídeo MÁRIO MELO COSTA gestão financeira NUNO PRATAS direção de produção e produção executiva BEATRIZ SOUSA direção técnica NUNO SAMORA operação técnica NUNO FIGUEIRA interpretação LGP PATRÍCIA CARMO coprodução TERRA AMARELA, CASA VARELA, MUNICÍPIO DE POMBAL, MUNICÍPIO DE PAREDES DE COURA, TEATRO DIOGO BERNARDES E CULTURPROJECT

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M/14

Duração 50'

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> TEORIA KING KONG | Companhia de Teatro de Sintra - Chão de Oliva

15 de Outubro | 21h30

“Teoria King Kong” é a metáfora que dinamita os padrões estabelecidos, especialmente os que são referentes aos géneros. Este espetáculo, tal como a obra de Despentes, tem a forma de um manifesto de teor feminista: uma atriz encontra-se no palco para falar das mulheres que não aceitam os papéis de vítimas.

 

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Criação COMPANHIA DE TEATRO DE SINTRA a partir da obra de VIRGINIE DESPENTES tradução LUÍS LEITÃO adaptação e encenação PAULA PEDREGAL interpretação SUSANA C. GASPAR cenografia e figurinos LUÍS SANTOS desenho de luz CATARINA CÔDEA música original ABEL AREZ videografia ABEL AREZ e JOANA AREZ execução cenográfica LUIZ QUARESMA operação técnica TON BONASSA voz-off FERNANDO ALVES costureira ROSÁRIO BALBI e FERNANDA SEBASTIÃO serralheiro JORGE COELHO fotografia de cartaz VITORINO CORAGEM produção CHÃO DE OLIVA direção de produção NUNO CORREIA PINTO produção executiva NISA ELIZIÁRIO secretaria de direção e produção CRISTINA COSTA direção de comunicação SUSANA C. GASPAR assistência geral GONÇALO PEREIRA assessoria de imprensa THE SQUARE direção artística do Chão de Oliva NUNO CORREIA PINTO, PAULA PEDREGAL e SUSANA C. GASPAR

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M/16

Duração 60'

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> CONVERSA PORCA | ASSéDIO Teatro

17 de Outubro | 21h30

"Quem é que agora tem tantas certezas?"

“Isto não é um monólogo”, avisa uma das personagens de Conversa Porca. Não, a peça de Pedro Galiza, que parte da comédia negra The Dirty Talk (2005), de Michael Puzzo, está longe de ser um monólogo. L. e M. são dois homens que não param de falar entre si. Falam, discutem, gritam, dizem muito a propósito de quase tudo e, no fundo, não dizem quase nada. “Percebes o que eu quero dizer, não percebes?” Mas é nos momentos em que não se diz nem acontece nada de especial que a humanidade deles se revela em toda a sua complexidade. Falam e preenchem o silêncio com palavras, ideias e histórias, verdadeiras ou falsas, ternas ou obscenas, mansas ou impulsivas, porque simplesmente não querem estar sós. Conversa Porca é uma produção da ASSéDIO Teatro, encenada e interpretada por Daniel Silva e Pedro Quiroga Cardoso. “E agora? Apetece-te falar de quê?”

 

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texto PEDRO GALIZA a partir de The Dirty Talk, de MICHAEL PUZZO encenação e interpretação DANIEL SILVA e PEDRO QUIROGA CARDOSO cenografia e figurinos SISSA AFONSO música e sonoplastia DANIEL SILVA desenho de luz TIAGO SILVA produção executiva INÊS SIMÕES PEREIRA produção ASSéDIO Teatro

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M/16

Duração 60'

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> TÍNHAMOS UMA CASA TÃO BONITA | Co-criação Krisálida e Esquiva Companhia de Dança

20 de Outubro | 14h30

Numa bela aldeia junto ao mar, a vida corre em equilíbrio entre uma comunidade unida, animais quase mágicos e um oceano habitado por criaturas de outro mundo. Ali, o mar não é apenas paisagem: é uma presença viva, intemporal, generosa e imprevisível.

Tudo muda quando uma entidade capitalista sem rosto chega para transformar o território. As árvores são cortadas, o coral é removido e um gigantesco paredão marítimo é construído para vender aos turistas a ilusão de uma natureza mais cómoda, domesticada e segura: sem árvores, sem ondas, sem animais, sem perigo, sem mistério.

Perante a destruição, uma habitante da aldeia ergue-se contra os promotores. Esta heroína-marioneta desafia os limites do corpo humano e atravessa o tempo e a perspetiva, tentando revelar aquilo que todos parecem recusar ver: que destruir a natureza é destruir a própria possibilidade de futuro. Mas a ganância avança mais depressa do que o cuidado.

Quando chegam o vento, a chuva e a tempestade, já nada resta para proteger a bela aldeia à beira-mar. Sem árvores, sem coral e sem linha costeira viva, o mar invade a terra. O lugar torna-se inundado, hostil, irreconhecível.

Inspirado no trabalho fotográfico de Gideon Mendel sobre a devastação das cheias à escala global, este espetáculo cruza marionetas, imagem e poesia visual para falar da crise climática, da memória dos lugares e da responsabilidade entre gerações.

Uma história contemporânea sobre aquilo que perdemos quando tentamos dominar a natureza e sobre a esperança que ainda pode nascer se os mais novos aprenderem a escutar o mar, a terra e tudo o que veio antes de nós.

 

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direção artística CARLA MAGALHÃES e MARIANA AMORIM encenação e dramaturgia TOMMY LUTHER interpretação BERNARDO SARMENTO, CIDÁLIA CARVALHO e JOANA DE VIANA coreografia e movimento MARIANA AMORIM criação musical FILIPE MIRANDA voz-off CARLA MAGALHÃES marionetas MIGVEL TEPES desenho de luz RUI GONÇALVES design gráfico HELENA SOARES e SARA COSTA coprodução KRISÁLIDA e ESQUIVA COMPANHIA DE DANÇA

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M/06

Duração 45'

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> A MÃE | Urze Teatro

22 de Outubro | 21h30

Escrita em 1931 pelo dramaturgo alemão Bertolt Brecht e estreada em 1933, em Berlim, Alemanha, «A MÃE» (Die Mutter) é uma peça de teatro baseada no romance homónimo de Máximo Gorki (Mat’, de 1906).

Reconhecida como uma das obras mais emblemáticas do seu vasto repertório, esta é uma obra onde se observa não só a estética de um dos mais influentes dramaturgos do século XX, mas também o seu compromisso político com a transformação social.

Através da figura de Pelagea Wlassowa – a mãe –, uma mulher humilde, preocupada com a sopa que poderá garantir ao seu filho, e que desperta para a consciência das injustiças sociais, Brecht constrói uma narrativa de aprendizagem e emancipação, onde a transformação individual se converte em metáfora da luta colectiva pela libertação dos povos.

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texto original BERTOLT BRECHT adaptação dramatúrgica VÍTOR NOGUEIRA encenação e espaço cénico FÁBIO TIMOR interpretação GLÓRIA DE SOUSA, MAFALDA CANHOLA, DIOGO CAMPOS, ISABEL FELICIANO, NUNO GERALDO, VALDEMAR SANTOS, FÁBIO TIMOR E JOSÉ D’ALMEIDA composição e edição musical PAULO ARAÚJO e MANUEL GUIMARÃES desenho de luz e som FÁBIO TIMOR e JOSÉ D’ALMEIDA concepção e execução dos figurinos ISABEL FELICIANO concepção e edição de vídeo FÁBIO TIMOR técnicos de cena JOSÉ D’ALMEIDA e FÁBIO TIMOR produção operacional DÉBORA ROCHA operação de luz e som JOSÉ D’ALMEIDA operação de vídeo FÁBIO TIMOR criação e produção URZE TEATRO

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M/14

Duração 120'

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> O RINOCERONTE | Teatro da Garagem

24 de Outubro | 21h30

O Teatro da Garagem apresenta uma versão divertida e delirante de O Rinoceronte, de Eugène Ionesco. O bicho esplêndido mostra-se na sua exuberância e rumor. Os atores desenvolvem a trama com argúcia e rebeldia. Parece o fim do mundo, mas nem por isso. Há sempre alguém que escapa à vertigem totalitária; há sempre alguém que, por convicção ou por acaso, resiste e assume a liberdade e a dignidade como causa. Há sempre a esperança de dias melhores e mais dignos.

Numa cidade banal, as pessoas começam a transformar-se em rinocerontes. Um a um. Depois quase todos. A premissa da peça, escrita por Ionesco sob a sombra do totalitarismo, é aqui revisitada pela dramaturgia de Cláudia Madeira, que afina o texto com as frequências do presente: a fluidez das identidades, a fragilidade das convicções, a velocidade com que o pensamento crítico se dissolve quando o consenso se instala como norma.

A encenação de Carlos J. Pessoa constrói um espaço instável onde a metamorfose deixa de ser metáfora distante para se tornar processo visível. Em palco, quatro intérpretes - Dai Ida, Pedro Lacerda, Rita Loureiro e Rui Maria Pêgo - habitam o limiar entre o humano e o que cede, carregando dúvida, hesitação e covardia. O que os torna inquietantes, sugere o espectáculo, não é o que se transforma, é o que resiste e como.

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encenação CARLOS J. PESSOA a partir de EUGÈNE IONESCO dramaturgia CLÁUDIA MADEIRA assistência de encenação LUÍS PUTO sonoplastia e operação de som ANDRÉ CARINHA desenho e operação de luz e vídeo CARLOS VINÍCIUS interpretação DAI IDA, PEDRO LACERDA, RITA LOUREIRO e RUI MARIA PÊGO costureira ANA MATEUS registo de fotografia e vídeo CARLOS PORFÍRIO | PURO CONCEITO direção de produção RAQUEL MATOS produção executiva LUÍS PUTO e RITA SOARES assistente de cena em contexto de estágio SOFIA MERGULHÃO comunicação THIS IS GROUND CONTROL criação e produção TEATRO DA GARAGEM

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M/12

Duração 90'

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BILHETEIRA

 

Os bilhetes estarão disponíveis nas bilheteiras do Salão Central Eborense, Posto de Turismo de Évora, Arena de Évora e em Bol.pt.

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Para mais informações podem contactar-nos através do 266 747 047 // abruxateatro@gmail.com

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BILHETES

 

- Público geral: 8,00€ 

- Jovens até 25 anos, estudantes, reformados, desempregados e profissionais da área do espectáculo: 4,00€

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​* Entrada livre para crianças até 12 anos (inclusive)

Estrutura apoiada por:
Co-Produção:
Apoio à divulgação:
Associada:
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