a bruxa TEATRO
apresenta
A CADEIRA, de Edward Bond 
estreia a 26 de Maio
em cena de 26 de Maio a 11 de Junho '22
quarta a sábado às 21h30
DSCF2747.JPG

Um espectáculo em seis quadros. Vozes e sons que se tornam imagens, assumindo reflexos de representações. Um mundo restringido ao mais diminuto espaço da tragédia. Um mundo, em que o espaço ‘individual’ de cada um, deixou há muito de existir. Um espaço, em que cada um é vigiado e está fechado. Um universo em que cada um é configurado segundo um plano que lhe é alheio. Enfim, um sistema sem cara.

 

São quatro as personagens que servem a Bond para imaginar algures, numa cidade, no ano de 2077, um mundo inteiro. Se não fosse a força das circunstâncias, Alice procuraria ignorar o que a rodeia. Todavia, foi-se humanizando à medida da loucura de cada erro cometido. Por um lado, consegue criar um filho sem saber porquê; com medo que lho tirem, esconde-o uma vida inteira, até um dia ser obrigada a lançá-lo no mundo; por outro, ignorando igualmente as razões que a movem, quer levar uma cadeira à prisioneira, imaginando ser sua mãe.
 

Aqui não há espaço para heróis. Ela, Alice, não é de forma alguma um modelo e, Billy, o adulto (menino) que ela salvou do sistema e converteu em filho, é uma vítima, sem noção real da sua sorte. Tendo vivido 26 anos fechado num quarto, durante os quais, apesar de lhe ter crescido o corpo, não conseguiu tornar-se adulto, Billy continuou ingénuo. O mundo, ele ‘conhece-o’ apenas através da janela da sala, ou das projeções que idealiza e desenha após se inspirar nalgum recorte de jornal, ou ainda de ter ouvido o que a sua mãe lhe conta.

Para os sistemas desumanos, a ingenuidade dos seus cidadãos é uma graça. As imagens por eles forjadas, passam a ser as imagens que cada indivíduo deverá absorver, para a partir daí pensar o mundo. 
É precisamente por ingenuidade que Alice, um dia, ao imaginar numa prisioneira, a sua mãe, sai à rua. Porém, o leitmotiv que a faz descer à rua assume outras proporções: a mulher a quem quer ajudar e o soldado que a guarda, sem saberem porquê, têm um destinado inesperado. Uma mulher que poderia ter sido sua mãe, um soldado que poderia ter sido … que interessa isso num sistema sem cara?

 

 

DSCF2755.JPG
DSCF27911.JPG

Texto EDWARD BOND

Tradução ANTÓNIO HENRIQUE CONDE
Cenografia e Figurinos LUÍS SANTOS
Desenho de luz RENATO MACHADO assistido por DUARTE BANZA
Encenação PAULO ALVES PEREIRA
Com CONCHA | DUARTE BANZA | ELSA PINHO | FIGUEIRA CID
Operação de luz e som HENRIQUE MARTINS
Construção (Câmara Municipal de Évora) CARLOS ABELHO | CARLOS MESTRE | HUMBERTO MELO | JOAQUIM ALMEIDA | JOSÉ MANUEL GOMES | 
JUVENAL ADELINO | SIMÃO CABEÇA

Imagem do espetáculo LUÍS SANTOS
Design de cartazes NUNO MOITA
Fotografia LUÍS CUTILEIRO
Secretariado/Produção VANDA RUFO

Agradecimentos EDWARD BOND | ELSA MATOS

Produção 'a bruxa TEATRO'
45ª produção
M/16

DSCF27721.JPG
DSCF27531.JPG
FacebookCover_aCadeira.jpg
estreia a 26 de Maio '22
em cena de 26 de maio a 11 de junho (de quarta a sábado) pelas 21h30
 
reservas » 266 747 047 | abruxateatro@gmail.com
Cópia de Cópia de Cópia de boasfestasinsta.png

Subscreva a nossa Newsletter

Obrigado e até breve!