A Falecida Mãe da Madama
de Georges Feydeau
Sinopse
A Falecida Mãe da Madama é uma comédia de enganos em um acto, de Georges Feydeau, apresentada pela primeira vez a 15 de Novembro de 1908 na Comédie-Royale.
Lucien, ao regressar tarde do Baile das Artes, acorda a sua esposa Yvonne, que começa a discutir com ele. Quando os dois vão, finalmente, deitar-se, tocam à campainha, trazendo uma notícia terrível: a mãe de Madame está morta.
Enquanto se preparam para ir a casa da mãe de Madame, o casal descobre que o portador da notícia afinal...
O criado é rapidamente afastado e os dois cônjuges partem novamente para a cena doméstica.

Ficha Artística e Técnica
Tradução Mathilde Ferreira Neves
Cenografia e figurinos Luís Santos
Desenho de luz Duarte Banza e Figueira Cid
Encenação Figueira Cid
Com Apollo Neiva, Danilsa Gonçalves, Duarte Banza e Elsa Pinho
Imagem original do espectáculo Leonor Almeida
Fotografia Luís Cutileiro
Registo e edição de vídeo Paulo Santos
Design de comunicação Inês Palma
Mestra de costura Rosário Balbi
Construção de cenografia Francisco Cambim e Campaniço & Irmãos
Operação de luz e som Anabela Monteiro
Secretariado e produção Vanda Rufo
Agradecimentos Comuna Teatro de Pesquisa e Associação PédeXumbo
Classificação: M/12
Duração: 50'
Confessamos: contrariamente à larguíssima maioria dos textos produzidos pel'a bruxa TEATRO, este não é um texto original em Portugal: ainda recentemente foi feito, sob o título 'A Sogra de Luís XIV', pela Comuna-Teatro de Pesquisa, a quem agradecemos pela gentil cedência da cabeleira que o Apollo Neiva traz na cabeça.
Não ser original em Portugal, apenas contraria, excepcionalmente, contrariando a regra, aquilo que tem sido ao longo destes vinte e três anos a escolha, deliberada, dos textos a produzir.
O que nos leva a esta escolha – uma razão tão boa como outra qualquer – foi a intenção de produzir um espectáculo ligeiro, bom para as quentes, cada vez mais quentes, noites de Verão em Évora e que, simultaneamente, pudesse atingir espectadores que apreciam textos menos exigentes, inócuos e divertidos.
Sim, porque, ainda assim, esta comédia não é tão inócua como aparenta: há uma evidente crítica a quem se julga – ou pretende ser – mais do que, na realidade é ou, dito de outra forma, ascender na escala social a um lugar que não lhe pertence; ou os criados, especialmente a criada Annette a reivindicar, com o direito que lhe assiste, a ser paga pelos serviços prestados, ou mesmo o lacaio Joseph a pedir que seja tratado com respeito.
Num espaço e com figurinos criados pelo Luís Santos, onde não falta a luz da ribalta, desenvolve-se um espectáculo a relembrar os Anos 10 do século passado, trazendo, quiçá, à memória o Moulin Rouge e o icónico can-can, também ele um símbolo de libertação da mulher das amarras do preconceito e do espartilho religioso.
Figueira Cid




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