A Cruzada das Crianças
de Afonso Cruz
Sinopse
Uma multidão de crianças percorre o mundo e as suas instituições, pondo em causa o sistema atual, na tentativa de o redesenhar. Sabemos que o futuro está nas mãos das crianças – mas e se esse futuro começasse agora? De que forma veem o mundo? O que é que ainda está por fazer?
Ao longo da sua marcha, confrontam mapas, livros, hospitais, bancos e lugares de poder, trazendo à tona as falhas de um mundo rabiscado por adultos. Assim, procuram juntas imaginar novas formas de viver em conjunto.
Longe do habitual “Blá, blá, blá, blá, blá” dos crescidos que adiam a mudança, as crianças abrem espaço para um outro modo de existir.

Ficha Artística e Técnica
Texto AFONSO CRUZ
Encenação APOLLO NEIVA
Com DANILSA GONÇALVES, DUARTE BANZA E ELSA PINHO
Dispositivo Cénico e Figurinos CATARINA CID
Música Original MÁRIO LOPES
Desenho de Luz APOLLO NEIVA E DUARTE BANZA
Imagem Original do Espectáculo JOÃO PITEIRA
Fotografia JOAQUIM CARRAPATO
Confecção de Figurinos DUARTE BANZA
Registo e Edição de Vídeo PAULO SANTOS
Operação de Luz e Som APOLLO NEIVA
Design de Comunicação INÊS PALMA
Secretariado e Produção VANDA RUFO
Agradecimentos EQUIPA DO SALÃO CENTRAL EBORENSE, JOÃO BAIÃO, TIAGO EUSÉBIO E UNIÃO DAS FREGUESIAS DE MALAGUEIRA E HORTA DAS FIGUEIRAS
Classificação: M/06
Duração: 40'
Este espetáculo nasce do texto de Afonso Cruz, A Cruzada das Crianças, desconstruindo e transformando na contemporaneidade o evento trágico de 1212. Este acontecimento no qual milhares de jovens “marcharam” rumo à Terra Santa, sem nunca lá chegar, foi o ponto de partida para a construção da sua narrativa. Se a história nos fala de uma marcha trágica alimentada pelo dogma, este texto subverte esse destino, transformando a caminhada num manifesto.
Aqui, a "cruzada" não é para conquistar terras distantes, mas para encurtar as distâncias dos mapas e exigir que as instituições se rendam a uma lógica de afeto e da proximidade, num mundo criado nas medidas dos que nele habitam.
O espetáculo foi construído sob uma ótica de proposta e brincadeira, onde o jogo teatral dos atores dita o ritmo desta manifestação encabeçada pelas personagens. Toda a construção orbitou em torno da disponibilidade na base do jogo de ator, permitindo uma criação a partir da contracena. Esta opção parte da procura de um reconhecimento constante, privilegiando o ponto de vista do ator sobre a cena e da personagem sobre a temática.
Esta não é a marcha dos que se perderam na história, mas sim a dos que se recusam a perder a distância dos abraços, escolhendo o caminho mais curto, dobrando o mapa até que o mundo caiba num coração com mais de quatro quartos.
APOLLO NEIVA




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